Arara Spix (Cyanopsitta Spixii)

Em extinção.

Esta pequena ave Arara Spix ou Ararinha Azul é um dos membros da família dos Psitaeídeos menos espalhados pelo território brasileiro. É encontrada no sul do Piauí e em pequena parte do noroeste da Bahia. A Arara Spix tem o tamanho de um papagaio médio e uma cauda longa.  Sua plumagem, azul mais escuro no dorso, asas e cauda, é muito procurada para enfeitar cocares, flechas e outros artigos indígenas. A cabeça apresenta tons acinzentados, os olhos são amarelos, e o bico, a parte nua da cara e os pés são pretos.

É uma ave bastante rara e pouco se sabe sobre seus hábitos, parecendo que, como as outras Araras, faz o ninho no oco das palmeiras. Seus ovos, difíceis de encontrar, medem aproximadamente 35 mm de diâmetro. Apesar das dificuldades, em São Paulo, já se conseguiu sua reprodução em cativeiro para preservação da espécie para estudo de seus hábitos.Em cativeiro, vive aproximadamente 35 anos.

Em Março deste ano, nasceu na Espanha o filhote da Arara Spix,  já ameaçada de extinção, uma vitória ambiental para esta ave extinta em seu habitat natural, a caatinga brasileira, da qual só existem 73 exemplares no mundo.

A ave pertence ao governo do Brasil que encomendou há 20 anos à ONG Loro Parque Fundación o projeto específico de recuperação da Arara de Spix, no qual o centro radicado na ilha espanhola de Tenerife investiu mais de US$ 720 mil. Como resultado, já conta com oito exemplares.

Rafael Zamora, biólogo do Departamento de Conservação do centro, explicou que a Loro Parque Fundación é a maior reserva genética do mundo de psitácidas (papagaios, araras, periquitos, cacatuas, papagaios e periquitos), com um criadouro único com mais de 4,1 mil aves.

Por ano, no centro nascem 1,5 mil pássaros. Para o biólogo, o mais importante é que o centro representa um marco à reprodução de espécies extintas no ambiente natural.

É o caso da arara Spix,  extinta desde 2000 na caatinga brasileira, uma floresta primitiva de clima árido.

Curiosamente, o último exemplar em liberdade desapareceu pouco tempo após ser descoberta a espécie, devido às capturas.

Foi então que o governo brasileiro encomendou a Loro Parque Fundación a recuperação da espécie, pois o centro tinha tido sucesso na reprodução de outras aves e em seu país de origem havia casais em cativeiro que não conseguiam se reproduzir.

O Brasil realizou a troca de exemplares na ilha, também em cativeiro, e há 14 anos nasceu a primeira Arara Spix em Tenerife, uma fêmea que agora é a mãe do filhote.

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.Kauana Galindo.

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Publicado em 27 de julho de 2010, em Artigos. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Bela ave a ararinha azul. Que os trabalhos de conservação desta espécie obtenha ótimos resultados! Bjos para vc , Kauana!:)

    [ ]´s

  2. Acho essas aves muito lindas, apesar de raras é ave mais rara do mundo pena q existe poucas, ela é toda azul isso a torna diferente e bonita…para mim.Mas também gosto de corujas principalmente a suindara acho ela muito bonita.

  3. Vinicius João Ferreira da Silva

    Xou de bola o eu maior sonho era reproduzilas a qui no Brasil mas felismente a Espanha conseguil parabens.

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